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Áden Arabia
Categoria
ISBN 8574480452
ISBN-13 9788574480459
Edição 1 / 2003
Idioma Português
Páginas 173
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ÁDEN ARABIA

Paul Nizan
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Estação liberdade

Sinopse
Nesta obra que já se tornou um clássico da literatura de viagem, o filósofo Paul Nizan se engaja de corpo e alma numa viagem à Arábia que na verdade é uma viagem de descobrimento interno. Tolhido numa Europa estreita, colonialista, deprimida e sobre a qual pairam os prenúncios de um novo conflito a partir das cinzas ainda fumegantes da Primeira Guerra Mundial, além de um mal-estar evidente frente aos problemas ideológicos que assolam a União Soviética e o ideário comunista de que era adepto, Nizan larga tudo, pega um navio rumo a Ã?den, protetorado britânico na confluência do mar Vermelho e do mar Arábico, em empreendimento de limpeza de alma que seu amigo do peito e cúmplice de todas as horas Jean-Paul Sartre não hesita em chamar de fuga, suicídio, etc., no pungente libelo à amizade que serve de prefácio a esta obra e que demonstra ao mesmo tempo uma desconfortável incompreensão diante da ?última tentação, a derradeira tentativa para achar uma saída individual. A última fuga, também? de seu amigo, que não digeriu o colonialismo in loco, mas passaria mais mal ainda ao retornar às origens (as suas e as do colonialismo), para no final sucumbir sob as balas ideológicas e também muito reais de mais uma dessas guerras que o homem ocidental sabe tão bem manusear. As páginas de Nizan que restam hoje não são tanto as da ?revolta exemplar para os filhos de burgueses. Porque não tem como motivo nem a fome nem a exploração? (Sartre), embora sejam a tônica de uma época e tenham marcado praticamente todos os intelectuais europeus do entre-guerras, e sim os belos apontamentos sobre regiões que parecem estar a mil léguas da metrópole européia. Sabores, brisas, velas e mastros, fragrâncias e peles bronzeadas de tempos que o andar da História revogou. Mas também preciosas páginas sobre o domínio cultural colonial e seu corolário de situações ridículas de um homem branco que já era bem estúpido àquela época, para retomar Michael Moore. Não, Nizan não estava tão errado em seu lamento anticolonial.

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