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GRANDE SERTÃO VEREDAS
Categoria
ISBN 8525057754
ISBN-13 9788525057754
Edição 8 / 1976
Idioma Português
Páginas 460
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GRANDE SERTÃO VEREDAS

Joao Guimaraes Rosa Escrito
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Rio de janeiro: livraria josé olympio

Sinopse
Grande Sertão: Veredas é um livro de João Guimarães Rosa escrito em 1956. Pensado inicialmente como uma das novelas do livro Corpo de Baile, lançado nesse mesmo ano de 1956, cresceu, ganhou autonomia e tornou-se um dos mais importantes livros da literatura brasileira e da literatura lusófona. No mesmo ano, Rosa também lançou a quarta edição revista de Sagarana. Em 2006 o Museu da Língua Portuguesa realizou uma exposição sobre a obra no Salão de Exposições Temporárias, cujas fotos ilustram o artigo. Em maio de 2002, o Clube do Livro da Noruega, entidade que congrega editores noruegueses, incluiu Grande Sertão: Veredas em sua lista dos cem melhores livros de todos os tempos - único brasileiro entre 100 escritores de 54 países. [3]. Trechos pendurados de Grande Sertão: Veredas, a obra-prima de Guimarães Rosa, no Salão de Exposições Temporárias do Museu da Língua Portuguesa. A grandiosidade de Grande Sertão: Veredas pode ser exemplificada pelas interpretações, que a abordam sob os mais variados pontos de vista, sem jamais deixar de ressaltar a capacidade e a confiança do autor ao ser inventivo. Extremamente erudito, Rosa incorporou em sua obra aspectos das mais diferentes culturas. Disse uma vez que “para estas duas vidas [viver e escrever], um léxico só não é suficiente. “ O diabo na rua, no meio do redemunho... ” Grande Sertão: Veredas gira em torno do jagunço Riobaldo, também conhecido como Tatarana ou Urutu-Branco, narrador-protagonista do livro. Há na obra dois pontos aos quais o narrador se apega[carece de fontes]: Diadorim: um também jagunço com quem Riobaldo estabelece uma relação diferenciada, que se coloca nos limites entre a amizade e o relacionamento afetivo de um casal. O pacto com o demônio: estabelecendo uma relação de intertexto com a história do Doutor Fausto. A dúvida se o pacto teria se concretizado ou não (afinal, Lúcifer não se faz presente) incomoda o narrador e o leva a questionamentos profundos como a existência do diabo – e, por consequência, de Deus. Por outro lado, tal pacto pode ser atribuído também à Exu, o primeiro Orixá do Candomblé, das Encruzilhadas, local inclusive onde se realizou o pacto, bem com outras divindades indígenas e da cultura cabocla. A narrativa é construída com acentos e jeitos sertanejos, característica típica do Romance Brasileiro Moderno escrito a partir "da década de 1930. O narrador conta a história a um interlocutor desconhecido, que nunca se pronuncia, a quem ele chama "Senhor, "Moço" ou "Doutor"[carece de fontes]. Em sua narrativa, intérprete dos segredos das veredas, Riobaldo tece a história de sua vida – um discurso de descoberta e autoconhecimento: revelando o sertão-mundo, revela-se a si próprio, como se dissesse “o sertão sou eu” para reconhecer-se. Nessa perigosa travessia, Riobaldo confronta as forças do bem e do mal, retoma num fluxo de memória o fio de sua vida e narra as grandes lutas dos bandos de jagunços, descreve os feitos e características de diversos personagens e revela os códigos de honra e de procedimentos do sertão[carece de fontes]. A narrativa não segue uma forma linear, mas podemos depreender dela muito da história de Riobaldo. Conta ele que depois da morte da mãe, uma mulher pobre que vive como agregada em uma grande fazenda no interior de Minas, passou a morar com seu padrinho, Selorico Mendes. Enquanto vive sob a guarda do padrinho, Riobaldo recebe formação escolar básica pelas mãos de Mestre Lucas, em Curralinho. Ao voltar para a fazenda de Selorico Mendes, conhece o bando de jagunços de Joca Ramiro a quem o padrinho oferece pouso. Dentre eles estão Hermógenes e Ricardão. Riobaldo vislumbra-se com o "sistema jagunço" e o tempo em que passou entre os homens de Joca Ramiro é fundamental para o resto de sua vida. Mais tarde, perplexo por descobrir que Selorico Mendes provavelmente era seu verdadeiro pai, foge de casa para Curralinho, onde, graças a Mestre Lucas, conhece Zé Bebelo. Zé Bebelo, que sonha em pacificar o sertão e acabar com os jagunços e em ser eleito deputado, passa a ter uma relação ambígua com Riobaldo. Ao mesmo tempo em que Riobaldo é professor "de letras e números" de Zé Bebelo, este ensina a Riobaldo sobre os meandros do "sertões das gerais" (sul da Bahia, norte de Minas Gerais e norte e nordeste de Goiás). Após temporada acompanhando Zé Bebelo, Riobaldo percebe que seu lugar é, desde que conheceu Joca Ramiro, junto aos jagunços, que, ironicamente, tanto perseguia. Resolve, então, desertar e seguir o rastro dos homens de Joca Ramiro. Nessas idas e vindas, reencontra uma personagem que conheceu na infância num episódio que é marco narrativo da obra: conhecido pelos jagunços como Reinaldo, apresenta-se a Riobaldo como Diadorim. O narrador reconhece que existe entre ele e Diadorim uma relação diferente da que se podia haver entre os jagunços. É ele que introduz Riobaldo ao bando de Joca Ramiro. O crítico literário Antonio Candido em seu ensaio "O homem dos avessos" diz que "há em Grande Sertão: Veredas uma espécie de grande princípio geral de reversibilidade, dando-lhe um caráter fluido e uma misteriosa eficácia."[5] Diadorim representa a quintessência deste princípio. Ele é, simultaneamente, a representação do masculino e do feminino, do celeste e do demoníaco, da certeza e da dúvida. Diadorim era sério, "não se fornecia com mulher nenhuma". Destemido, calado, de feições finas e delicadas, impressionava Riobaldo e exercia sobre ele grande fascínio: "Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Digo o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego". Exposição: trecho do livro de Guimarães Rosa inscrito em tijolos. A partir do recrutamento de Riobaldo pelo esquadrão de Joca Ramiro temos, dentro da obra, a primeira guerra jagunça. O grupo encabeçado por Joca Ramiro, Hermógenes e Ricardão é perseguido por Zé Bebelo e seus homens. Após batalhas e cercos, Riobaldo mantém Zé Bebelo sob a mira de sua arma e, na iminência do disparo, o jagunço inventa a todos que Joca Ramiro queria o adversário vivo para oferecer-lhe julgamento justo. Após o referido julgamento, Zé Bebelo é condenado ao exílio em Goiás, ficando proibido de retorno ao sertão enquanto Joca Ramiro viver. Descontentes com o que consideraram uma pena branda demais, Hermógenes e Ricardão - votos vencidos no julgamento - armam uma vingança e assassinam Joca Ramiro. O momento cronologicamente posterior - e que, dentro da obra, marca o início da narrativa propriamente dita - é a segunda guerra jagunça: a busca da vingança pela morte de Joca Ramiro. O grupo de Riobaldo, capitaneado por Medeiro Vaz, fracassa ao tentar atravessar o Liso do Sussuarão e sucumbe antes de atingir o objetivo. Nesse ínterim, algumas revelações acontecem, como o fato de Diadorim ser filho de Joca Ramiro e o boato de Hermógenes ser pactário com o Diabo, e Medeiro Vaz morre. Riobaldo, apontado por Vaz como seu sucessor, recusa o posto, e o cargo fica à disposição de Marcelino Pampa, que lidera provisoriamente até o retorno inesperado de Zé Bebelo. Ironicamente, o maior adversário dos jagunços passa a liderar o maior bando da região em busca de vingança. O episódio definitivo nessa segunda guerra é o cerco na Fazenda dos Tucanos, quando o grupo de Hermógenes mantém Zé Bebelo e seus homens cativos sob a mira de seus melhores atiradores. Sufocantes até para o leitor, os eventos que se passam durante o cerco são marcados pelo início do confronto entre Riobaldo e Zé Bebelo. Este envia missivas para a guarda nacional pedindo ajuda, o que causa desconfiança naquele. Após o pedido de ajuda ser cumprido, uma trégua de três dias é combinada entre os "zébebelos" e os "hermógenes". Durante a trégua, os dois grupos se afastam e a desconfiança de Riobaldo só aumenta. Quando os boatos sobre o pacto de Hermógenes são tantos que passam a ser incorporados como verdade, Riobaldo decide que a única forma de vencê-lo é, também, contratar com o Demo. Em uma noite escura, o narrador vai, então, a uma encruzilhada. Chama o demônio pelo nome e, não recebe qualquer tipo de resposta. Não é possível afirmar com certeza se houve ou não o pacto. Essa tensão estende-se por toda a narrativa. O leitor, contudo, consegue perceber que, a partir dessa noite, o comportamento de Riobaldo modifica-se radicalmente. Um dos motes do livro se trata era justamente sobre a existência ou não do "Diabo", e se verdadeira a sua condição de pactuário. Trata-se aí de outra representação do Princípio de Reversibilidade: durante a narrativa, o narrador oscila entre o crer e o não crer, a existência e a inexistência do "coisa-ruim". “ Nonada. O diabo não há! É o que eu digo, se for... Existe é homem humano. ” “ O Diabo no meio da rua. ” A mudança nas atitudes de Riobaldo é tamanha que, ao retornar pro acampamento na manhã posterior à madrugada do suposto pacto, o jagunço desafia um cada vez mais fraco Zé Bebelo, tira dele a posição de líder do grupo e ressurge rebatizado de Urutu-Branco. Diadorim tinha como objetivo vingar a morte do pai e consegue, após muitas lutas e andanças. Em sangrento duelo, mata Hermógenes, mas é ferido mortalmente. Após o trágico fim de Diadorim, Riobaldo desiste da vida de jagunço e adota um comportamento de devoção espiritual, orientado pelo seu compadre Quelemém. Casa-se com Otacília e torna-se proprietário, ao receber duas fazendas de herança, assumindo, assim, a condição almejada de "homem definitivo".

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