Leopoldo Schaefer
Me indiquem livros estranhos...

Recomendações

Sinopse
Ansiosos, transgressivos, um pouco mais loucos do que a média, deliciosamente bizarros. São assim os personagens deste livro, mentes embaraçadas e inquietas, dependentes assumidos de algum remédio tarja preta - sem o qual fica muito difícil acordar, dormir, ou qualquer variação possível do viver, dentro do espaço de um dia, ou de uma noite. Nesta antologia de contos assinados por Pedro Bial, Adriana Falcão, Luiz Ruffato, Jorge Furtado, Márcia Denser, Jorge Mautner e Isa Pessôa, encontramos histór ...


Érica Ferraz
Meu livro estranho de cabeceira.

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Sinopse
Peça-chave dentro da produção literária de Franz Kafka, 'A metamorfose' é um vasto e vívido pesadelo onde gravita toda a intensidade do autor. As ilustrações do artista Luis Scafati recriam os peculiares ambientes e personagens deste conto, convidando o leitor a uma aventura memorável.


Nathalia Ventin
Kafka, como sempre, sendo o rei do “estranhismo”. Indico qualquer livro dele, mas ESSE me deixou com um sentimento de (?).

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Sinopse
Entre um rebelde senhor de 77 anos e sua nora surge um jogo sutil de poder, envolvendo, de um lado, o ancião que se empenha em burlar uma vida regrada por remédios, médicos e hospitais e, de outro, a ex-dançarina de casas noturnas, mulher bela e licenciosa, plena de vida, que faz uso de seus talentos naturais para fascinar e controlar o sogro, manipulando- o em prol de interesses pessoais. A idade do protagonista, no lugar de coibir seus instintos, liberta-os. Estas páginas de um dos grandes mest ...


Priscilla akao Mori
Alexandre Kovacs / Mundo de K08/08/2013 Junichiro Tanizaki - Diário de um velho louco Editora Estação Liberdade - 208 páginas - Tradução direta do japonês de Leiko Gotoda - Lançamento 2002 (lançamento original 1961). O protagonista de 77 anos criado por Junichiro Tanizaki (1886 - 1965) é atormentado por um final de vida melancólico, acometido por uma série de enfermidades crônicas, tratamentos dolorosos e remédios, ele vê os seus últimos dias passarem sem momentos dignos de prazer, exceto quando está na presença da bela nora Satsuko, ex-dançarina de casas noturnas, que desperta os seus instintos sexuais ainda ativos, apesar das doenças e da crescente debilidade física. O comportamento me parece menos um sintoma de loucura e mais um desesperado apego à vida, como explicado pelo próprio protagonista nesta passagem: "Penso, antes, que o fenômeno tem a ver com a sexualidade de um velho impotente - pois alguma sexualidade existe, mesmo num velho impotente."

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Sinopse
Em 1787, o Marquês de Sade (1740-1814) escreveu Justine ou Os infortúnios da virtude, sobre as desventuras sexuais sofridas por uma menina pobre. Anti-Justine ou As delícias do amor, do também francês Restif de la Bretonne (1734-1806), contrapõe-se às sádicas idéias do marquês. O narrador criado por Restif de la Bretonne gentilmente nos participa as suas principais aventuras eróticas, sendo o incesto o tema central: as primeiras sensações sexuais junto às irmãs, a perda da virginda ...


André Veiga
Se o que você quer é esquisitice, somada a sacanagem, não há outro livro

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Sinopse
Em outubro de 2007, uma bomba explodiu no meio editorial francês. Aos 85 anos, o papa do Noveau Roman, Alain Robbe-Grillet, publicou sua nova obra, cuja edição francesa chegou lacrada às livrarias. Um romance sentimental conta a história de Gigi, que, aos 14 anos, recebe uma educação bastante peculiar do pai, com o qual divide a cama. O homem a obriga a ler em voz alta - e nua - textos eróticos do século XVIII. A fim de testar as lições aprendidas pela filha, o genitor a presenteia com Odile, uma ...


Priscilla akao Mori
Karla Fernandes22/10/2012 Esse livro é uma tapa na cara do leitor. Muitos falam que ele é violento, machista, nojento, sujo e perverso. Essas pessoas não estão erradas, mas acontece que esse livro, narra uma estória, que por mais não tenha acontecido, é bastante real com as histórias do passado e algumas que ainda acontecem em outras culturas. Não considero esse livro pornografia, erótico talvez, mas vejo nele um teor crítico, ele não amenizou nas palavras e nem nos fatos. Ele não choca por ter coisas nojentas, ele choca por nós sabermos que apesar de absurdo, o que ele narra é uma realidade do passada e ainda existe no presente, mas não é vista de forma tão natural como antes. Quando lemos torturas que algumas mulheres sofriam antigamente, tudo é bem amenizado, não temos muita noção, mas nesse livro, bem, é como se ele se encontrasse com o filme 120 dias de Sodoma. De qualquer forma, esse livro não é para todos, não é para te dar prazer (caso sinta muito prazer lendo, creio que deva procurar tratamento), ele é um tapa na cara. Ele é tudo aquilo que o humano não quer saber sobre sua própria espécie. Muitos dizem que não é um Romance Sentimental, mas apesar de tudo, Gigi tinha um romance pelo seu pai. Era sua cultura.Só leia se tu tiver a mente muito aberta, pois esse livro choca. O que me choca mais, é ler e perceber que ele apesar de ser ficção, não é um mundo totalmente criado pelo autor, um mundo semelhante ao narrado realmente existe.

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Sinopse
O Processo conta o aterrorizante drama de Josef K., o respeitável funcionário de um banco que é preso de modo súbito e estranho e deve defender-se contra uma acusação que nunca lhe é formalmente apresentada e sobre a qual ele não consegue obter informações. Aclamada em todo o mundo, esta história assombrosamente verossímil é uma das mais originais e importantes criações literárias de nosso tempo. Seja ela considerada um conto existencialista, uma paródia ou uma profecia, o fato é que as insuperáv ...


Roseane aparecida sant ana do nascimento
História conturbada , envolvente e misteriosa, tem que entrar na mente do autor para entender

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Sinopse
O mito grego da tragédia Alceste, do dramaturgo Eurípedes, é revivido neste livro pelo aclamado escritor angolano Gonçalo M. Tavares, que vive em Lisboa desde a infância. Nesta novela-poema, ele encena o drama na Sarajevo contemporânea e discute questões como morte, amor, sacrifício, o valor de milhares de vidas, e o de uma apenas.


Priscilla akao Mori
Um velho é metade de um homem ou vale por dois homens? Uma vida vale mais do que a outra?

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Sinopse
“Conheço um homem casado, com dois filhos, que comprou um motel de 21 quartos perto de Denver, há muitos anos, a fim de se tornar um voyeur residente.” Assim começa a espantosa história que Gay Talese, um dos maiores nomes do jornalismo literário, narra em ''O voyeur''. O homem é Gerald Foos, que construiu uma “plataforma de observação” para bisbilhotar a vida de seus hóspedes. Intrigado, Talese investiga os diários do proprietário, um complexo registro de suas obsessões e das transformações da s ...


Priscilla akao Mori
Sofia27/07/2019 Um Breve Comentário (Blog Sophie Samie Sarfati): Eu entrei na faculdade Jornalismo lá em 2016 e algo que eu me lembro que era muito frequente no primeiro semestre nas aulas de Introdução ao Jornalismo (não me lembro se era exatamente este o nome da matéria, mas era para isso que ela servia) era as discussões sobre ética. Um ano depois, em 2017, já na PUC, eu tive uma aula só para isso. Eu achava as aulas de Ética muito chatas e frequentemente ficava distraída durante as aulas, mas em uma das aulas em que eu estava prestando atenção, o professor falou sobre o Gay Talese. Eu sabia quem ele era porque havia assistido a uma entrevista dele no Roda Viva muitos anos antes, mas meu conhecimento se limitava a isso. Então foi quando meu professor começou a falar sobre as obras de um dos grandes nomes (se não o maior nome) do New Journalism (ou Jornalismo Literário) até chegar a sua obra mais recente: O Voyeur. Gerald Foos, personagem central do livro, o voyeur, é uma figura quase que excêntrico e no documentário é possível visualizar isso com bastante clareza. Desde o início Talese deixa bem claro que ele não é o personagem mais confiável de todos. A dúvida que foi levantada por várias pessoas, inclusive eu, é porque alguém com a credibilidade do Gay Talese faria um livro todo sobre a história de uma pessoa a qual ele não poderia confiar no que estava sendo dito? Todo o livro é feito em cima de anotações meticulosas que Foos fazia sobre o que via nos quartos do seu motel e, em alguns momentos, as anotações deixam de ser apenas sobre sexo e passam a ser sobre comportamentos e hábitos. É praticamente um livro de relatos e me decepcionou muito, além de a sinopse vender uma história que não existe. Eu cheguei a ver o termo "confissões de um bisbilhoteiro" para se referir ao livro e achei que este seria o subtítulo mais adequado possível. É muito difícil separar o livro do Gay Talese e a entrevista que ele deu para a Paris Review é um show a parte, ele parece ser

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Sinopse
"A vegetariana", romance perturbador e único, tem sido apontado como um dos livros mais importantes da ficção contemporânea – e uma introdução à fecunda literatura produzida na Coreia do Sul. “… Eu tive um sonho”, diz Yeonghye, e desse sonho de sangue e escuros bosques nasce uma recusa vista como radical: deixar de comer, cozinhar e servir carne. É o primeiro estágio de um desapego em três atos, um caminho muito particular de transcendência destrutiva que parece infectar todos aqueles que estão p ...


Priscilla akao Mori
eila.goncalves26/10/2017A Metamorfose Em 2016, "A Vegetariana", de Han Kang, foi o vencedor do Man Booker Internacional Prize, derrotando concorrentes de prestigio como "A História da Criança Perdida", de Elena Ferrante, e "Uma Estranheza em Mim", de Orhan Pamuk, vencedor do Nobel de Literatura. Curiosamente, o livro chegou ao Brasil em 2013, três anos antes de ser lançado nos Estados Unidos. Traduzido diretamente do coreano, passou desapercebido da crítica e público, ao contrário do sucesso obtido em outros países. Seu gênero, bastante popular na Coreia, é pouco difundido na nossa literatura. Trata-se de um um romance-novela (serial novel) e um bom exemplo é "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, cujos capítulos estão interligados, mas também podem ser lidos separadamente. Tendo como protagonista Yeonghie, uma jovem recém-casada cuja educação foi marcada pela violência paterna, "A Vegetariana" divide-se em três partes, cada uma contada por uma personagem diferente. Na primeira, que dá título ao livro, o narrador é seu marido, um funcionário medíocre e ambicioso que a ignora. Já na segunda, "A Mancha Mongólica", quem assume a função é seu cunhado, um vídeo-artista frustrado que a deseja obsessivamente. Em "Árvores- Flamas", terceira e última, a voz é de sua irmã, a única pessoa que realmente a ama. Essas três narrativas remetem a sua decisão de parar de comer carne e seus derivados. Não se trata de questão religiosa, doença ou modismo. Na realidade, essa é a maneira que Yeonghie encontra para tentar expulsar os pesadelos que assomam seu dia a dia, atitude que causa estranheza numa sociedade em que ser diferente é desprezar o próximo. Essa ideia está ligada à um grave conflito identitário que coloca em risco sua sanidade, pois com essa atitude, ela pretende abdicar da condição humana, para se transformar numa árvore. Denunciando a crueldade e a manipulação contra a mulher, o livro destila terror, erotismo e morte, trazendo à memória duas obras-primas. A primeira, é "Me

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