Sinopse
A preocupação com a segurança urbana é muito antiga. As discussões mais recentes dão conta de que a insegurança vem crescendo nas cidades e que são as políticas públicas de natureza repressiva e jurídica que continuam, quase que exclusivamente, a receber maior incentivo e atenção prioritária, apesar dos modestos resultados. O autor argumenta que as políticas urbanas, de forte viés tecnocrático, amplamente condicionadas por interesses político-imobiliários e com mínima participação da população, vêm retirando dos espaços da cidade o seu conteúdo social e cultural, facilitando com isso a presença e a proliferação da criminalidade e contribuindo para os acanhados resultados das demais políticas públicas.